Finalmente,
decidiu correr no parque. Comprou tênis, calção, camiseta...; sim, el@ não tinha nada disso, nunca tivera um
tênis, apesar dos 52 anos de idade. 500 metros de caminhada forte e a camiseta
estava molhada de suor. Pela primeira vez na vida sentira gotas de suor
escorrendo em seu rosto. Viu outr@ caminhante gord@ enxugando o rosto com uma
toalhinha que levava na cintura e anotou mentalmente para também providenciar
uma, na próxima caminhada.
O suor realmente
incomodava, caminhou somente 20 dos 30 minutos programados e parou na barraca
da água-de-coco. Sentou numa sombra, conversou com a dona da barraca, o suor
secou. Caminhou lentamente até o estacionamento, entrou no carro, ligou o ar-condicionado. Ao chegar em casa,
cheirou as próprias axilas antes de tirar a camiseta e constatou, horrorizad@,
que estava com cecê. Jogou a camiseta no balaio de roupas de lavar e sentou pra
tirar o tênis. Viu que a meia estava porca e molhada e o tênis estava sujo de
terra. Escandalizad@, cheirou que estava com chulé.
Tomou banho imediatamente
e utilizou todos os recursos químicos que possuía – que não eram poucos – para recompor
seu... seu... cheiro! Tudo bem que o cheiro não era del@, era da Natura... mas,
enfim, seu corpo recobrara, afinal, o cheiro da Natura. Ou seja, el@ ficou com
um cheiro de corpo cheiroso. Que alguns podem não gostar... e eis o cecê! Dia
desses um moço entrou no elevador com cecê: cheirava um fino perfume adocicado
que incomodou apenas meu espírito malévolo...
Não voltou às
corridas. Embora por pouco tempo, era demais para sua sensibilidade aquele cecê
de suor seco e aquele chulé que empestiava a casa. E não ficava bem para alguém
já acima dos cinquenta e tão bem-posto na vida subir no elevador naquele
estado. Se tivesse persistido alguns meses, teria descoberto outra coisa
desagradável em quem se mete a movimentar o corpo adoidado por aí: peidar
muito.
“Peidar” não se
escreve, diria minha tia limpinha e cheirosa. Eu não só escrevo, como peido.
Quem gasta muita energia corporal precisa comer bastante carbohidrato de
qualidade, ricos em fibras: arroz e farinhas integrais, feijões, frutas,
folhas, etc e aí peida um pouquinho mais que alguém que fica a maior parte do
dia sentad@ e come pouco e refinado. Ou seja, eu peido, tu peidas, el@ peida.
Todos que comem peidam. E todo corpo de gente cheira. E o mundo se divide em
quem quase não percebe e quem se escandaliza com o cecê d@ vizinh@.