Outra
vez, Bolsonaro-Enéas. Não sei porque Dr. Bolsonaro me lembra o
Enéas.
Ops!
O contrário! O homem — o Enéas — era dotor de verdade. (porque
houve outro Enéas famoso, centroavante da Portuguesa, jogou na
seleção, década de 70).
Doutor
Enéas era culto, ao menos lá em sua especialidade na medicina,
escreveu “O Eletrocardiograma”, livro que pesa mais de 1Kg e seu
menor preço, na Estante Virtual, é 170 reais.
Quase
todos nós somos cultos em alguma coisa, conheço um sujeito que sabe
tudo de canivete, meu pai entrava numa mata atlântica e dizia o nome
de todas as árvores, cipós, arbustos… a cor da madeira, pra quê
servia, se cupim roía…
Eu…
eu… péra aí… parece que não sou culto em nada. Assim como o
Bolsonaro.
Isso
não tem importância, FHC também não é culto em nada, apesar da
doutoria e da pós-doutoria e de enrolar em Francês, Inglês,
Espanhol, Português…
Lula
é culto em Política, apesar de estar preso por Política...
O
filho do Bolsonaro, o nº 2 (ou seria o nº 1? ou o nº 3?) é culto
em notícias ligeiras e direcionadas no submundo virtual, tanto que,
segundo o pai, conseguiu eleger um poste — figurado — para
presidente (disse, dia desses, que foi posto lá pelo filho).
Mas
na vida, no boteco, na obra, na igreja, na pelada, estamos
acostumados a nos deparar com homens e mulheres cultas, a
indignarem-se com os pangarés lá das suas respectivas
especialidades.
Doutor
Enéas virou político instado por sua mulher que, segundo ele, não
aguentava mais suas críticas aos políticos: “Então porque você
não vai lá?”, tê-lo-ia desafiado ela… (gostei desse tê-lo-ia).
O
número 2 (o filho, especialista em direcionamentos e massificações
convenientes em redes sociais alienígenas e obscuras e digitais) fez
diferente do que fez a mulher do Dr.Enéas. Sem qualquer
instigamento, e de tanto ouvir as bravatas já devidamente deputadas
do pai contra os políticos, mexeu os paus e os bits e os sites e os
memes e os tuítes e os posts e botou o poste lá, pra ver no que
dava.
Mas
o poste, quando se viu no lugar, ficou apoplético. Sacanagem, você
me fez, deixasse eu com minhas indignadas soluções de botequim,
teria dito pai para filho, em desabafo não gravado.
Enfim,
para ser Presidente da República, precisa ser culto em Política.
Não somente. Culto e estabelecido na praça.
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