É impossível falar de moral doméstica, à luz de São Paulo (o apóstolo), sem usar o verbo fornicar ou o substantivo fornicação. Aliás, até pouco tempo, eu achava que fornicação era palavrão, mais escabroso do que fudeção ou foda, por exemplo. Mas não, é palavra bíblica!
Tem duas coisas que São
Paulo não gosta nem recomenda: fornicar e casar. Todavia, se você não pode
viver sem tocar em mulher, então case. Dos males o menor: antes casar do que
fornicar. Porque, se você não está sabendo bem, fornicar é fazer sexo ilícito.
Sim, o sexo pode ser
lícito ou ilícito, como outro negócio qualquer. Naturalmente, isso não se
aplica às mulheres, que passam muito bem sem tocar em homem… Não!? Não reclame comigo, reclame com São
Paulo.
Paulo disse,
ressalvando que isso era por conta própria, e não conversa de Jesus, que casar
era arranjar sarna para se coçar, recomendação válida para o homem e para a
mulher.
Se o cidadão ou cidadã
já for casado, tudo bem, permaneça casado, não se separe de jeito nenhum,
aguente o tranco. Mas se você não tiver mulher/marido, não arranje um, porque é
fatal que terá tribulações na carne; é algo que eu vo-las (as pessoas)
desejaria poupar (1Cor 7, 27).
Se a sua mulher ou seu
marido forem ateus, não tem problema (não, nem o conceito “ateu” existia na
época, que dirá a palavra). Em lugar de “ateu”, usar “não cristão”. Se for o
caso, permaneça com ele/ela, não se separe.
Não se preocupe com os
eventuais filhos desse casamento, que não serão batizados, mas serão puros
(1Cor 7, 13-14). Se ele morrer, fique viúva. Mas se quiser casar de novo, não
cometa a besteira de se casar com outro ateu.
O certo mesmo seria
ficar virgem (homens e mulheres), não entrar nessa seara tão delicada, tão
dialética… Eu creio que se Paulo dissesse uma coisa dessa na frente de Jesus,
levaria uma bronca: cara, você tá querendo melar aquele meu mais genial bordão,
aquele do crescei-vos e multiplicai-vos?!
Agora vejam só a
motivação de Paulo: quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo
de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de
agradar à esposa. Da mesma forma, a mulher não casada agrada ao Senhor e a
mulher casada agrada ao marido (1Cor 7, 32-34). Paulo deve ser o padroeiro dos
padres.
Ah, mulher, você estava
achando Paulo um amor de equidade de gênero, é? Segura então os versículos 21 a
24 do capítulo 5 da Carta aos Efésios:
“Sede submissos uns aos
outros no temor de Cristo. As mulheres o sejam a seus maridos, como ao Senhor,
porque o homem é cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da igreja e o salvador
do Corpo. Como a Igreja está sujeita a Cristo, estejam as mulheres em tudo
sujeitas aos maridos”.
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