quarta-feira, 24 de junho de 2015

Meu novo blog de crônicas. Crônicas crônicas.

FUTUROS JORNALISTAS E REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.

Ia eu pela Avenida Paulista... Com destino ao supermercado, sem pressa, dei a volta pela avenida para “fiscalizar” a ciclovia. Em frente ao Colégio Rodrigues Alves parei na banca para espiar as capas dos jornais do dia. Tem mais alguém além de mim que faz isso hoje em dia? Um jovem se aproximou e me pediu uma entrevista. Sim, concedo. (!) Iria perguntar sobre a redução da maioridade penal. Uma equipe de oito jornalistas. Oito para uma entrevista, observei. Desse jeito não há empresa de TV que aguente, falei.

 Eram alunos da ECA fazendo um trabalho escolar. Tão jovens e inteligentes, coitados, mal sabem o que lhes espera. Mas o que eles precisam aprender é que sempre foi assim, e até pior. A vida nunca foi mole. E já foi mais dura. (se me pedissem uma sugestão de como vencer na vida, eu lhes diria que é simples, é só mudar o referencial).

O senhor é contra ou a favor da redução da maioridade penal? Não vai me dizer, minha amiga, que não sabia que isso está sendo votado lá no Congresso. Congresso!!! Que congresso!? Ah, sim, os deputados e os senadores... Lembro não em quem votei, lembro não... (é preciso avisar o povo que não basta escolher bem o presidente, tem de escolher melhor o deputado e o senador).

Pelamordedeus, não lembrem, não falem, nem pensem em divórcio. Porque se o baixo clero descobre que já foi aprovada a Lei do Divórcio no Brasil... já era. Não dou dois meses pra ser revogada. Com esse Congresso operante do jeito que está. E a boceta-de-pandora que não para de se esvaziar.

Oportunamente, o Ministério da Justiça divulgou que o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo. Mas divulgou à tarde e eu dei a entrevista de manhã. E falei que sou contra. Que precisamos de menos cadeia e mais escola (escola até que temos bastante, precisamos de melhores escolas). Precisamos de mais vôlei, basquete e ping-pong (futebol tá bom). De mais atividades esportivas e recreativas. Precisamos implantar a Educação Física nas escolas (as aulas de Educação Física, atualmente, não são levadas a sério na maioria das escolas).

Sim, precisamos de mais amor, mas amor não cai do céu. Amor é fruto de condições objetivas. Ou melhor, amor não é conversa mole ou intenção, amor é preto no branco, casa, comida e roupa lavada, saúde, educação e respeito. Amor é lavar panela, cozinhar, levar no posto de saúde, deixar brincar. Amor é brincar e deixar brincar. Amor é zelo e cuidado.


Não tem lazer ou educação que dê jeito, se não houver amor. Mas não tem amor que aguente sem tolerância e solidariedade. E a tolerância e a solidariedade são incompatíveis com o individualismo e o salve-se-quem-puder que está aí. Cadeia é para os fracos de imaginação. 

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