FUTUROS JORNALISTAS E REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.
Ia eu pela Avenida Paulista... Com destino ao supermercado,
sem pressa, dei a volta pela avenida para “fiscalizar” a ciclovia. Em frente ao
Colégio Rodrigues Alves parei na banca para espiar as capas dos jornais do dia.
Tem mais alguém além de mim que faz isso hoje em dia? Um jovem se aproximou e
me pediu uma entrevista. Sim, concedo. (!) Iria perguntar sobre a redução da
maioridade penal. Uma equipe de oito jornalistas. Oito para uma entrevista,
observei. Desse jeito não há empresa de TV que aguente, falei.
Eram alunos da
ECA fazendo um trabalho escolar. Tão jovens e inteligentes, coitados, mal sabem
o que lhes espera. Mas o que eles precisam aprender é que sempre foi assim, e
até pior. A vida nunca foi mole. E já foi mais dura. (se me pedissem uma
sugestão de como vencer na vida, eu lhes diria que é simples, é só mudar o
referencial).
O senhor é contra ou a favor da redução da maioridade penal?
Não vai me dizer, minha amiga, que não sabia que isso está sendo votado lá no
Congresso. Congresso!!! Que congresso!? Ah, sim, os deputados e os senadores...
Lembro não em quem votei, lembro não... (é preciso avisar o povo que não basta
escolher bem o presidente, tem de escolher melhor o deputado e o senador).
Pelamordedeus, não lembrem, não falem, nem pensem em divórcio. Porque se o
baixo clero descobre que já foi aprovada a Lei do Divórcio no Brasil... já era.
Não dou dois meses pra ser revogada. Com esse Congresso operante do jeito que
está. E a boceta-de-pandora que não para de se esvaziar.
Oportunamente, o Ministério da Justiça divulgou que o Brasil
tem a quarta maior população carcerária do mundo. Mas divulgou à tarde e eu dei
a entrevista de manhã. E falei que sou contra. Que precisamos de menos cadeia e
mais escola (escola até que temos bastante, precisamos de melhores escolas).
Precisamos de mais vôlei, basquete e ping-pong (futebol tá bom). De mais
atividades esportivas e recreativas. Precisamos implantar a Educação Física nas
escolas (as aulas de Educação Física, atualmente, não são levadas a sério na
maioria das escolas).
Sim, precisamos de mais amor, mas amor não cai do céu. Amor
é fruto de condições objetivas. Ou melhor, amor não é conversa mole ou
intenção, amor é preto no branco, casa, comida e roupa lavada, saúde, educação
e respeito. Amor é lavar panela, cozinhar, levar no posto de saúde, deixar
brincar. Amor é brincar e deixar brincar. Amor é zelo e cuidado.
Não tem lazer ou educação que dê jeito, se não houver amor.
Mas não tem amor que aguente sem tolerância e solidariedade. E a tolerância e a
solidariedade são incompatíveis com o individualismo e o salve-se-quem-puder
que está aí. Cadeia é para os fracos de imaginação.
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