terça-feira, 9 de agosto de 2016

COPA DE 2014: FUTEBOL, DEUS, ACASO E RAZÃO.

     Deus existe? Mas claro! Senão, como explicar os 7x1 de Brasil e Alemanha? Aquilo foi puro castigo divino a nossa soberba. E a quantidade de jogador fazendo o sinal da cruz? Acaso também existe. Todos os gols do Fred, por exemplo. E do David Luis. O gol do Van Basten, da Holanda na Espanha. Já o gol do James Rodrigues é pura razão: a bola é acolhida, ajeitada e chutada, sem mais nem menos tempo que o necessário e com intensidade e curva adequadas.

     Pelé e Maradona são indícios de que Deus está entre os homens. Já Ademir da Guia, apesar de ser chamado de divino, era razão pura, sinal de que há espaço no mundo para os ateus. Fred e David Luis são oportunistas. Por acaso, a bola bate neles ou eles batem na bola e, sendo o adversário azarado, a bola entra e é gol. Zico e Sócrates eram racionais. Gerson não tinha fé, sorte ou razão: só queria levar vantagem.


     Mas há situações ou craques que não têm explicações divina, casuística ou racional. É o caso de Neymar, malabarista mambembe. Que brilha quando encontra um companheiro capaz de lhe enfiar bolas na cara do gol, fruto de uma curva cartesianamente traçada, como é o caso de Ganso, outro racional. Artífice do produto final, Neymar é badalado pelos alto-falantes midiáticos, segundo os rasos interesses de seus operadores. Isso deve explicar a inapetência atual do Ganso.


     Outro mágico de circo é Ronaldinho Gaúcho. Já Kaká não se enquadra em nada do que foi dito até agora. É apenas um bom rapaz, que toda sogra gostaria de ter como genro. Ainda não se enquadram nessas três balizas propostas os casos fortuitos de Oscar, que cisca, de Hulk, que tromba, de Júlio Cesar, que franga e dá entrevista, e de Tiago Silva, que chora. Todos rezam. Sendo que o vice-capitão David queria levar alegria a seu povo, mas não foi eleito.

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