Na campanha da Rússia, temos os belgas atravessados em nosso caminho. Aquele povo vizinho dos franceses, holandeses e
alemães que, igualmente, tem a mania de convocar africanos pra jogar
bola em seu lugar. Os belgas, que falam francês, holandês e alemão!
Línguas oficiais. Que entendem de bola como francês, holandês e
alemão, juntos e misturados. Tamonov lascadov.
Pense
numa seleção Franco-alemã-holandesa. É a seleção da Bélgica!
Os belgas são uma mistura dos povos romanos e germanos e, alarme!
têm algo de italiano também. Mau, se é assim, os belgas devem ter,
também, todas as maníacas qualificações futebolísticas dessa cambada toda!
Outro
alarme: belga é bom de guerra. Tanto que, quando esses povos todos
aí citados querem guerrear entre si, sabe aonde vão brigar? Na
Bélgica! Nunca ouviu que a Bélgica é o campo de batalha da Europa?
Mais
um alarme: os belgas sabem mexer os pauzinhos (influenciar a
arbitragem). Tanto que sediam a UE e a OTAN. Enfim, os belgas são a
própria encarnação moderna do Sacro Império Romano-Germânico,
todas essas seleções atravessadas em nossas redes com uma ruma de
golos.
Lembrar
o fato de que os belgas têm muito em comum com os franceses já não
ajuda, nessa hora grave do vamuvê. Perdemos feio dos franceses em 98
e, neste 18, novamente estão voando baixo e em nosso horizonte, se
passarmos por seus vizinhos. Como se não bastasse, além dessas
inconvenientes coincidências com os franceses, os belgas têm uma
preocupante semelhança com os… alemães!
Sabe
o quê belgas e alemães têm em comum, além da fronteira e da
habilidade com a bola? As cores nacionais. O verde-amarelo lá deles,
belgas e alemães, é Preto, Vermelho e Amarelo. Como se não
bastasse o fato de os belgas viverem recebendo más influências e
ensinamentos futebolísticos dos seus vizinhos dos quatro ventos, eis
que estão encravados no meio de holandeses, franceses, alemães e
ingleses, os belgas, de quebra, têm as mesmas cores dos alemães de
triste memória futebolística a nós brasileiros. Parece que esse pentágono obsta nosso hexa.
Mas
a informação mais alarmante, relativa a essas tais cores comuns de
alemães e belgas, vou dar agora. Porque o raciocínio é simples:
futebolisticamente falando, preferimos ver e cheirar o capeta a qualquer coisa que lembre os alemães. Nessa copa, já despacharam os alemães por nós. Mas eis que veremos muito
de perto os belgas, suas cores e sua bandeira. E elas lembram os
alemães. Os alemães e os capetas!
Calma.
Explico. Os capetas, no plural, são os assessores d’O Coiso. O
inominado. O Três Caras. É. Aqui na nossa vidinha a gente
encontra muito delator, traíra — e a gente achava que chamar o falso de “duas caras” era o máximo. Mas o quente, mesmo, é
chamá-los de “três caras”. Porque o “Três Caras” é
sinônimo da Falsidade Maior(acho que nem o Guimarães Rosa se
lembrou dessa).
Sim,
O Coiso tem três caras. Uma amarela, uma preta e uma vermelha! Quem
contou isso foi o Dante. Não a mim, à Humanidade. Lá no Canto
XXXIV, do Inferno. O amarelo é a impotência, o preto, a ignorância
e o vermelho, a raiva(Eu, particularmente, acho que ele tava
sacaneando o Sacro Império, que tinha tais cores na bandeira).
Enfim,
cá no séc.XXI, partícula de microfarinha na massa do mundo, acho
melhor a gente esquecer essa conversa de impotência, ignorância e
raiva dos alemães(e belgas!). Porque, com a bola, aqueles capetas
são excelentes. E ladinos.
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