“O
Brasil optou por um idiota”, disse Ciro Gomes, junto com Alckmin,
ontem, em palestra nos EUA.
Permita-me
um pitaco, ô Ciro: SÓ UM?
E
o juiz e sua conje? a ministra da goiabeira? o ministro colombiano? o
ministro do posto Tigrão? o astronauta? o chanceler nazista de esquerda?
E
o procurador do powerpoint-jejum? o deputado pornográfico que antes
fora ator de quinta? a deputada estadual aqui de SP recordista de
votos lôca-de-pedra? o deputado-gay-homofóbico?
E
os boçais de direita da avenida paulista? as avassaladoras
audiências dos bispos-boleto da TV, dos programas de auditório, dos
repórteres policiais? o sucesso instantâneo da pilantragem na Web?
a fé crente na boatagem?
Permita-me
acrescentar: o Brasil optou pela ignorância, pela falta de educação,
pelo olhar curto e limitado, pela pouca inteligência, pela
estupidez, pela imbecilidade. Tudo no bom sentido, de como está no
dicionário. Não estou xingando ninguém, só fazendo uma análise
desapaixonada da conjuntura e da estrutura.
O
Brasil optou pela tolice, pela superficialidade, pelo pretensiosismo.
Pela maluquice, no bom sentido, pela visão curta e egoísta do homem
privado.
O
Brasil optou pelo descuido, pela distração, pelo alheamento.
O
Brasil optou pelo atraso dos reacionários circunstanciados pela
pobreza e pela frustração, que sempre estão meio século atrás
das ideias do momento.
O
Brasil já havia feito opção semelhante lá na Independência, ao
escolher o filho do regente fujão. Já havia optado por Júlio
Prestes ante Getúlio Vargas, quando a República Velha já não
parava de pé. Já havia escolhido Jânio Quadros para suceder
Juscelino, só por causa da sua vassourinha embalada em musiquinha
fácil e de suas mesóclises.
O
Brasil tem sido vítima de seu deficit educacional.
Em
1989, escolheu outro idiota — sempre no bom sentido — às barbas
de Lula e Brizola. Em 2014, o Brasil quase escolheu Aécio. Em 2015,
o Brasil escolheu Eduardo Cunha!
Em
2002, o Brasil escolheu Lula por causa da sua insistência e porque
não havia outro jeito e também porque havia uma musiquinha fácil...
Lá
atrás, o Brasil já havia escolhido matar índios. O Brasil já
havia escolhido a escravidão. O Brasil já havia escolhido descartar
os ex-escravos sem nenhuma compensação.
O
Brasil sempre escolheu o bordão infantil do “quer dinheiro vai
trabalhar, vagabundo!”.
Não
é de hoje que o Brasil vem escolhendo o atraso. Agora mesmo, toda a
gente “de bem” está escolhendo acabar com a Previdência, o SUS,
a educação pública.
Agora
mesmo nossa elite econômica está escolhendo Luís XVI.
O
Brasil escolheu um tenente, que só queria e continua só querendo
reajustar seu soldo.
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