segunda-feira, 12 de junho de 2017

PLANOS E LAVRAS. SUL DE MINAS.

Cena de uma viagem mista — a pé, de ônibus, de carona — ao longo do Rio Grande, até sua nascente. Cenário: Terminal de ônibus de Lavras (MG). Segunda década do Séc.XXI.
Hotelzinho no centro, domingo deserto, levanto cedo, me ponho a cismar: Vou de ônibus até Itutinga e de lá continuo a pé até Carrancas...
...mas ninguém trabalha hoje e o circular só vai até Itumirim. Então vou com o circular, desço no trevo de Macuco e acabo de chegar de carona...
...ou vou andando...
...se atrasar e não chegar antes do escurecer, acampo na estrada (para isso, levo a casa nas costas, 2,5 Kg a mais).
Mas poderia iniciar a caminhada em Rosário ou ficar dormindo no hotel em Lavras.
E se eu ficasse curtindo uma praia no Capivari, a meio caminho?
Ou improvisasse um anzol e uma linha num bambu, cujas moitas estão por toda parte? É possível colher minhocas com a mão, no brejo beira rio.
Ligo a internet móvel ou economizo? Vale a pena ver as últimas notícias?
Nego ajuda ao espertinho que perdeu a carteira e quer 8,50 pra voltar pra casa, porque sou andarilho e estou com o dinheiro contado.
Incrível como pululam esses tipos nas rodoviárias.
Mas abro o Google Maps pra mocinha bonita que me pergunta se sei onde tem um mapa.
Ela me pergunta se conheço algum lugar bonito pra se ir, está viajando de carona pela BR.
Ela quer aventura, mostro-lhe a mochila. Mas ela só aceita carona na BR. Só que aqui não tem BR, aqui tem MG.
Sendo que sou SP, mas posso trabalhar com outras letras do alfabeto.
Digo que estou a pé, ela tira os trem. 
E, afinal, há um ônibus  às 9h45 pra São João Del Rei, que passa em Itutinga. Mais uma etapa viabilizada.
Amanhã a gente planeja o depois de amanhã, no hotel em Carrancas, antes de dormir.
São Vicente ou Madre de Deus?
Só o Rio Grande que não sai do lugar. Represas. Não corre mas sobe ou desce. Pulsa.
E o caipira a cismar: sou quase mineiro.


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