A NECESSIDADE FISIOLÓGICA NA RUA, NO MEIO DO REDEMOINHO.
Se um jornal tido como sério noticia hoje, em destacada
chamada, que Yasmin Brunet curte noite de carnaval sem calcinha, eu posso
noticiar, sem ser considerado grosseiro ou superficial ou alienado ou sensacionalista,
que, também hoje, por volta do meio dia, à Rua Santa Rosa, no Brás, São Paulo,
capital, em frente à principal loja do Armazém Santa Filomena...
...uma mulher de cerca de 40 anos de idade abaixou suas
calças em público e ficou de cócoras, para fazer suas necessidades fisiológicas.
Eu não vi na TV ou jornal, nem ouvi no rádio, tampouco vi
ou ouvi ou li em alguma rede na internet. Nenhum vizinho ou familiar me contou;
eu vi, com meus próprios olhos, em plena luz do meio dia de um dia ensolarado,
uma mulher adulta abaixar as calças para fazer suas necessidades fisiológicas.
Eu não estava em nenhum posto privilegiado para observações
indiscretas, nem munido de qualquer equipamento para aumento ou melhoria da
visão. Eu estava andando na calçada, em meio a vários outros pedestres. Havia
automóveis estacionados no meio fio, enquanto o trânsito era lento, por causa
do congestionamento.
Uma mulher de 40 anos abaixou as calças entre um carro
estacionado e os carros em movimento a 10 Km/h, para fazer suas necessidades
fisiológicas.
Eu caminhava entre os carros estacionados e os em
movimento, pretendendo atravessar a rua. A mulher abaixou as calças e ficou de
cócoras a 10 metros de onde eu passaria, se não atravessasse a rua em meio aos
carros semiparalisados pela lentidão do trânsito.
Escrevo às 17h30, o ato foi há 5h30, creio ainda ser
possível sentir ao menos o cheiro do produto deixado pela mulher, no meio da
rua e dos carros e dos pedestres e do redemoinho.
Uma mulher de 40 anos fez as necessidades fisiológicas em
público, no meio da rua, em minha frente.
A mulher na rua, no meio do redemoinho. Uma rua no centro
do centro da mais rica cidade brasileira.
Vejam bem: uma mulher. Não era uma cadela, nem uma égua,
nem uma vaca, nem uma galinha. Era uma mulher. Claro, era uma mulher sem noção,
sem futuro e sem banheiro. Sem nenhum escândalo e muito vilipêndio.
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