Me lembro de quando o periquito era o símbolo palmeirense. Até o dia em que, num Corinthians X Palmeiras, um jogador do Corinthians (o centroavante Viola, se não estou enganado), imitou o porco para comemorar um gol. Como se sabe, os palmeirenses gostaram e adotaram o porco, abandonando o simpático mas inodoro periquito. O próprio Corinthians está em processo de assimilação de personagens sugeridos pelos adversários, como favelado e marginal. Já podemos ver, nos jogos do time, a torcida exibir cartazes como “Festa na favela” para comemorar a vitória, e há uma torcida organizada chamada Pavilhão 9, em referência ao extinto presídio do Carandiru. A torcida do São Paulo só espera a evolução linguística para adotar o bambi, que ela já adora, mas ainda não assume.
O
Marketing é a palavra moderna para Simulação, que existe desde o começo
dos tempos. Na guerra, vence quem mente melhor para o público civil
inimigo. Nos negócios, sobrevive quem melhor desinforma o público
consumidor. Mas, nos negócios, prospera quem sabe comprar certas
vontades de quem decide pelo Estado. Na política eleitoral, tem a
lábia... Onde tem disputa, tem corrupção. O que é a catimba e o
fingimento, num jogador de futebol? A cola na prova do aluno? A capa
vermelha do toureiro?
E agora temos a disputa entre o sanduíche de mortadela e a coxinha.
Coxinha dá pra comer; dependendo do cozinheiro, algumas até são boas, mas sanduíche de mortadela é uma delícia! Com a vantagem de não depender do cozinheiro. Sanduíche de mortadela é gostoso até com pão amanhecido. Até com mortadelas sem bolotas de gordura. Com ou sem limão. Sendo que toda mortadela é gostosa, as caras e as baratas. Não é porque sou um comedor tradicional do sanduíche de mortadela que acho que ele já venceu as coxinhas. É porque ele é, além do mais, simpático. Quanto às coxinhas, preste atenção, quase todos, antes de comer uma, torcem o nariz, pensam na gastrite.
Falando em contragolpes de marketing, cadê o pato da Fiesp?
No dia da manifestação dos comedores de mortadela o pato desapareceu, mas já voltou. Está lá, todo pimpão, no saguão da FIESP. Parece que o pato da FIESP é uma dessas campanhas de marketing que se autodestrói. A ênfase dada à ave antipática e ainda amarela já quase basta. E o provérbio é antipático também. Em geral, quem não gosta de pagar o pato é alguém egoísta, incapaz de granjear empatia, intolerante com as fraquezas humanas às quais todos estamos expostos. O pato antipático a quaquerar o provérbio egoísta pelas pessoas mais ricas da sociedade tem tudo para não dar certo. É um símbolo tão provocador que desperta entusiasmo nos reais beneficiários e ódio nos adversários. Não é um bom símbolo. Eu não quero me associar àquele pato. Eu quero distância daquele pato. Acho que o pato subiu no telhado.
E agora temos a disputa entre o sanduíche de mortadela e a coxinha.
Coxinha dá pra comer; dependendo do cozinheiro, algumas até são boas, mas sanduíche de mortadela é uma delícia! Com a vantagem de não depender do cozinheiro. Sanduíche de mortadela é gostoso até com pão amanhecido. Até com mortadelas sem bolotas de gordura. Com ou sem limão. Sendo que toda mortadela é gostosa, as caras e as baratas. Não é porque sou um comedor tradicional do sanduíche de mortadela que acho que ele já venceu as coxinhas. É porque ele é, além do mais, simpático. Quanto às coxinhas, preste atenção, quase todos, antes de comer uma, torcem o nariz, pensam na gastrite.
Falando em contragolpes de marketing, cadê o pato da Fiesp?
No dia da manifestação dos comedores de mortadela o pato desapareceu, mas já voltou. Está lá, todo pimpão, no saguão da FIESP. Parece que o pato da FIESP é uma dessas campanhas de marketing que se autodestrói. A ênfase dada à ave antipática e ainda amarela já quase basta. E o provérbio é antipático também. Em geral, quem não gosta de pagar o pato é alguém egoísta, incapaz de granjear empatia, intolerante com as fraquezas humanas às quais todos estamos expostos. O pato antipático a quaquerar o provérbio egoísta pelas pessoas mais ricas da sociedade tem tudo para não dar certo. É um símbolo tão provocador que desperta entusiasmo nos reais beneficiários e ódio nos adversários. Não é um bom símbolo. Eu não quero me associar àquele pato. Eu quero distância daquele pato. Acho que o pato subiu no telhado.
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