Batatas
fritas. Batatas do Méqui 1000. Se alguém souber, que me informe,
que estória é essa de Méqui? 1000 eu sei, é a milésima loja no
Brasil. E Méqui? Tudo bem, Méqui de Mc. Quero saber a estória
desse aportuguesamento. Houve algum protesto? Alguma conveniência?
Algum regulamento? Alguma isenção? Alguma trapaça? Algum
publicitário?
Porque
não é normal uma multinacional tão cabal se entregar assim, de
graça. Se apossaram da casa do Banco Itaú. Aquela dos enfeites
natalinos. A casa branca. Um dos poucos casarões restantes na
Paulista.
(sou
velho, presenciei a noite das demolições, anos 1970. Ali na esquina
da Teixeira da Silva, onde hoje funciona a Coopersucar, num prédião
modernoso, amanheceu pichado no muro que guardava os escombros mal
arrumados “da força da grana que ergue e destrói coisas belas”.
Li, com meus próprios olhos).
O
Méqui Donaldes ocupou a casa da Al. Min. Rocha Azevedo, adeus bolas
e festões e lampadinhas e virgem Maria e São José e menino Jesus e
jumentinhos… adeus Gaspar, Baltasar, Belchior, agora temos batatas.
Nunca mais a estrela-guia. Os burrinhos do presépio viraram bastões
quadrados de batata. Jesus, Maria e José viraram bastões quadrados
de batata. As bolas da árvore viraram bastões quadrados de batata.
Todos fritos. Estamos fritos.
Batatas
fritas gigantes transbordam pelas janelas. O Méqui 1000 anuncia a
boa-nova oleaginosa, o novo reino do lipídeo saturado. Junto à
calçada, as sobremesas, o principado do sorvete instantâneo, do
carbohidrato barato.
Os
jumentinhos abestados fazem selfie e lambem os beiços. Pequenos
empresários levam o lanche até sua casa, se você pedir. Os
jumentinhos quadradinhos e amarelinhos amam muito tudo aquilo.
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