ENTORNO DO
BAOBÁ:
(Dando uma
de Prof.Pasquale.)
Um professor Pasquale de meia tigela. Ou tijela?
Estava eu viajando pelo Parque Ibirapuera quando, no meio da
viagem, vi um baobá. Viagem ou Viajem?
Curioso, andei em volta dele pra ver melhor. Não é todo dia
que a gente vê um baobá. A gente ou agente? Em volta ou envolta? Era perto da
marquise, que estava envolta por uma fina fuligem suspensa no ar. Ou marquize,
fulijem e suspença?
Sei lá, uma coisa tinha tudo a ver com a outra. Ou tinha
tudo haver?
Um baobá criança. Não, um baobá bebê. Sendo que fica uma
árvore tão grande, tão barriguda...
Alfim, parei pra ver melhor. Havia uma placa ao lado da
árvore-bebê. Uma lusitana que estava por ali se aproximou e me disse, zombando,
que eu havia, ao fim, sossegado. Alfim
ou ao fim?
Então, fui ler a placa. Sendo que, pra mim, não existe
escrita errada, erro de português, essas frescuras. Desde que não gravadas em metal
e fixadas na via pública.
Porque o título da placa era: ENTORNO DO BAOBÁ. Era não. É.
A placa continua lá. A chapa é de uma lata vagabunda pra ninguém recolher para
o ferro-velho; não, acho que deve ser de plástico; foi-se o tempo em que se
fixava placa de bronze ou de chumbo ou mesmo de ferro para esses registros. A
coisa tá tão braba que não dura uma noite. Tá ou está? Braba ou brava?
Fui lendo, de repente:
Ou Derrepente?
De repente:
“Na África, o
baobá é uma árvore sagrada. Reza a história que alguns africanos saídos da
Costa Ocidentes, antes de embarcarem nos navios negreiros, eram obrigados por
seus captores a dar
voltas entorno de uma baobá, conhecido assim como
"Árvore do Esquecimento": pois a ideia era forçar os africanos a se
esquecerem de suas culturas e da vida livre que levavam nas suas terras natais.”
Olhei bem, me belisquei, eu havia detectado algum
erro grosseiro na placa. Se fosse no jornal ou no livro eu não teria visto. Mas
era na placa. Olhei em volta. Gente em cima, gente embaixo, o parque estava
cheio, eu estava acordado. Ou gente encima, gente em baixo?
Menos pior seria “dar voltas em volta de uma baobá”.
Uma baobá? Porque o título – fui conferir – avisava que estávamos no entorno do
baobá. Afinal, é homem ou mulher esse ou essa baobá? Ops, masculino ou
feminino? Estava eu a fim de complicar? Ou afim? Atônito, dei algumas voltas em
torno da arvorezinha.
Então me lembrei da lusitana, mas, quando fui
procurá-la para elucidar tantas dúvidas, cadê a lusitana? Não encontrei nenhuma
lusitana. Nem uma!
Enfim – ou em fim? -, o que me consola é que o
baobá não tem nada com isso. Aproveito para parabenizar o Museu AfroBrasil pelo
plantio dela, a árvore, a baobá. E recomendo a visita ao museu, que é
excelente. Tudo isso no Brasil. Com “S”.
O baobá ( ou " a baobá" ? ) é paixão desde criança, quando li O Pequeno Príncipe. Muito legal o texto acerca da árvore ( ou " à cerca " ? ) :-)
ResponderExcluireu gosto mais da palavra "baobá". Acho o formato da árvore meio esquisito, fora dos padrões das árvores da mata atlântica, meu habitat, rsrs.
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