terça-feira, 18 de agosto de 2015

Dando uma de Prof. Pasquale

ENTORNO DO BAOBÁ:
(Dando uma de Prof.Pasquale.)

Um professor Pasquale de meia tigela. Ou tijela?

Estava eu viajando pelo Parque Ibirapuera quando, no meio da viagem, vi um baobá. Viagem ou Viajem?

Curioso, andei em volta dele pra ver melhor. Não é todo dia que a gente vê um baobá. A gente ou agente? Em volta ou envolta? Era perto da marquise, que estava envolta por uma fina fuligem suspensa no ar. Ou marquize, fulijem e suspença?

Sei lá, uma coisa tinha tudo a ver com a outra. Ou tinha tudo haver?
Um baobá criança. Não, um baobá bebê. Sendo que fica uma árvore tão grande, tão barriguda...
Alfim, parei pra ver melhor. Havia uma placa ao lado da árvore-bebê. Uma lusitana que estava por ali se aproximou e me disse, zombando, que eu havia, ao fim, sossegado.  Alfim ou ao fim?

Então, fui ler a placa. Sendo que, pra mim, não existe escrita errada, erro de português, essas frescuras. Desde que não gravadas em metal e fixadas na via pública.

Porque o título da placa era: ENTORNO DO BAOBÁ. Era não. É. A placa continua lá. A chapa é de uma lata vagabunda pra ninguém recolher para o ferro-velho; não, acho que deve ser de plástico; foi-se o tempo em que se fixava placa de bronze ou de chumbo ou mesmo de ferro para esses registros. A coisa tá tão braba que não dura uma noite. Tá ou está? Braba ou brava?

Fui lendo, de repente:
Ou Derrepente?

De repente:

“Na África, o baobá é uma árvore sagrada. Reza a história que alguns africanos saídos da Costa Ocidentes, antes de embarcarem nos navios negreiros, eram obrigados por seus captores a dar voltas entorno de uma baobá, conhecido assim como "Árvore do Esquecimento": pois a ideia era forçar os africanos a se esquecerem de suas culturas e da vida livre que levavam nas suas terras natais.”

Olhei bem, me belisquei, eu havia detectado algum erro grosseiro na placa. Se fosse no jornal ou no livro eu não teria visto. Mas era na placa. Olhei em volta. Gente em cima, gente embaixo, o parque estava cheio, eu estava acordado. Ou gente encima, gente em baixo?

Menos pior seria “dar voltas em volta de uma baobá”. Uma baobá? Porque o título – fui conferir – avisava que estávamos no entorno do baobá. Afinal, é homem ou mulher esse ou essa baobá? Ops, masculino ou feminino? Estava eu a fim de complicar? Ou afim? Atônito, dei algumas voltas em torno da arvorezinha.

Então me lembrei da lusitana, mas, quando fui procurá-la para elucidar tantas dúvidas, cadê a lusitana? Não encontrei nenhuma lusitana. Nem uma!


Enfim – ou em fim? -, o que me consola é que o baobá não tem nada com isso. Aproveito para parabenizar o Museu AfroBrasil pelo plantio dela, a árvore, a baobá. E recomendo a visita ao museu, que é excelente. Tudo isso no Brasil. Com “S”.

2 comentários:

  1. O baobá ( ou " a baobá" ? ) é paixão desde criança, quando li O Pequeno Príncipe. Muito legal o texto acerca da árvore ( ou " à cerca " ? ) :-)

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    1. eu gosto mais da palavra "baobá". Acho o formato da árvore meio esquisito, fora dos padrões das árvores da mata atlântica, meu habitat, rsrs.

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