terça-feira, 21 de março de 2017

ZONA CEREALISTA.

     Você mora em SP há mais de 10 anos e não conhece a Zona Cerealista? Preocupa-se com a autossustentabilidade do planeta e nunca comprou arroz ou feijão a granel? É vegetariano e nunca entrou num dos armazéns da Av. Mercúrio/Rua Santa Rosa? Ah! mas aposto que você já foi pagar caro num sanduíche de mortadela logo ali depois do Tamanduateí, no Mercado Municipal.

     A Zona Cerealista fica no Brás, na Av. Mercúrio e suas transversais, entre a Av. do Estado e a Rua do Gasômetro. Quase em frente fica o Palácio das Indústrias, que já foi delegacia de polícia, sede da prefeitura e atualmente é o Museu Catavento. É composta de centenas de pequenos  armazéns que vendem alimentos quase sempre in natura, no atacado e no varejo.

     Na Zona Cerealista tem farinhas e farelos e grãos dos quais você nunca ouviu falar. E frutas secas ou caramelizadas de toda ordem. E castanhas e sementes de todo tipo. E temperos secos e folhas e chás e pós. Picados, triturados, inteiros. Grãos de todos os tamanhos e cores. De muitas procedências, nacionais ou importados, tudo a granel. Em geral, são produtos imperecíveis - se conservam fora da geladeira.

     Há alguns armazéns médios. Neles, o conceito de compra/atendimento é em tudo oposto ao dos supermercados. Os produtos a granel ficam expostos em grandes escaninhos,  com tampas de acrílico transparente. O ambiente é delimitado por uma parte interna, exclusiva dos atendentes, e a parte externa, onde circulam os consumidores. O comprador chega, pega uma senha e aguarda ser chamado. O atendente embala o produto em sacos plásticos e pesa. O consumidor não pode tocar nos produtos dentro dos escaninhos, mas pode prová-los, oferecidos pelo atendente.

     Farelo de aveia, uva passa sem sementes, farinha de linhaça dourada, amendoim cru sem pele, arroz vermelho, agulhinha, integral; feijões de todo tipo, tamanho e cor; açúcares cristal, demerara, mascavo; leite em pó, de soja, clara de ovo em pó; alho frito ou em pó; tomate seco, tâmara chilena, farelo de quinoa, farinha de chia, fubá italiano, farinha de amendoim, ameixa seca, castanha-do-pará inteira, quebrada, pistache, polvilho doce/azedo, amido de milho, cacau em pó, amêndoa, castanha de caju, granolas diversas, germe de trigo, farinhas e grãos integrais de toda ordem e uma infinidade de produtos que você nem sabe pra que serve e muito, muito mais baratos que no supermercado. E talvez mais frescos, porque a rotatividade do que entra e sai é alta.

     Para começar, sugiro uma bomba de fibras: no desjejum, banana amassada com farelo de aveia/germe de trigo/farinha de amendoim/farelo de quino/farinha de linhaça. Na proporção e na quantidade que achar melhor. Acompanhado de água/chá/leite/café/tereré/chimarrão...; ou não. Mas se quiser simplificar ao extremo e ter o mesmo excelente efeito alimentar, basta 1 banana, 4 colheres de sopa de farelo de aveia e água. Vá de metrô, desça na Estação Pedro II da linha vermelha, leve duas sacolas. Na volta, imagine-se na academia, sessão de musculação.

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