terça-feira, 27 de outubro de 2015

OS POLEGARES

  Eu nunca poderia ter imaginado que os polegares fossem  no futuro desempenhar o principal papel na datilografia, ops, na digitação.

E agora vejo que as mocinhas e todo mundo usa quase só os polegares para digitar suas mensagens em seus smartphones.

Observo nos ônibus, já estou quase sabendo mexer naquilo só de ver, de soslaio. Aliás, acho que o advento dos smartphones fez baixar o nível de ruído no transporte coletivo, porque agora, ao invés de ficarem falando sem parar durante toda a viagem, os usuários ficam navegando e digitando e se comunicando em silêncio pelo whatsapp. E eu, de esguelha, vendo e aprendendo sem ter de entrar no mérito das intimidades alheias. Um dia ainda compro um.

É que sou do tempo da máquina de datilografia ou máquina de escrever. Você sabia que um dia existiu no mundo um trambolho chamado máquina de escrever? E tinham até marca: Remigton, Olivetti...

Ah!, sim, mas telex você não conhece e nunca ouviu falar. Acho que nem no Google tem o verbete telex. Se quiser saber o que era, eu cobro pela informação. (Ah! Você pensava que máquina de escrever é o L.F.Verissimo ou o C.H.Cony?)

É que sou do tempo das escolas de datilografia. Sendo que eu tirei diploma de datilografia. Escrevia-se com os dez dedos, e os polegares desempenhavam o papel menor de acionar a tecla grande dos espaços.

Estou pensando que essa redenção dos polegares é uma virada tão radical que deve ter algum significado sociológico.

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