segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

AS PRAGAS DOS EGITO, EUA e RÚSSIA

Quem disse que a História não se repete? Houve um tempo em que o Egito dos faraós foi a nação mais poderosa da Terra. Sendo assim, os pobres do entorno queriam a grana e o estilo de vida egípcio. A patuleia que vivia ali onde é hoje a Palestina, o Líbano, a Síria, a Turquia baixou em peso no Egito, para trabalhar e ganhar a vida. Era empregada nos trabalhos mais insalubres, pesados e degradantes, mas, ao final da semana, recebiam em dólares egípcios e esqueciam todas as dores.

Após muitas décadas de sofrimento, surgiu entre os explorados um líder poderoso chamado Moisés. Só que o Moisés não era um líder comum e carismático falador-atrevido. Aliás, o Moisés nem sabia falar em público (...“Eu não sei falar com facilidade;” – Êxodo, cap.6, versículo 30). Moisés nada mais era do que um teleguiado. Moisés era representante de uma potência estrangeira-alienígena fabricante de armas.

Esse cara estrangeiro fabricava armas muito poderosas e queria testá-las na vida real, sobre a cabeça de viventes comuns. Porque a vida é assim. Quando alguém cria ou inventa ou aperfeiçoa uma máquina qualquer, esse alguém quer ver sua máquina funcionando.

Aí esse inventor poderoso, mas solitário e misantropo, tomou coragem e apareceu para o Moisés com a seguinte conversa: vocês querem se libertar desses sacanas imperialistas, não querem? Moisés respondeu que sim. Aí o mafioso e arredio fabricante de armas continuou: então vai lá e o ameaça; qualquer coisa eu garanto.

E de fato foi isso que aconteceu, conhecido como as 7 pragas do Egito, que na verdade foram 10. O faraó não cedeu na negociação, Moisés transformou a água em sangue; o faraó continuou impassível, Moisés infestou de rãs todo o país... enfim, teve infestação de mosquitos, de moscas, de gafanhotos, teve epidemia de peste, de úlceras, o misantropo era tão criativo que inventou uma arma que fazia o dia virar noite e outra que fazia chover, mas não qualquer chuva: chuva de pedras.

Bem, essas eram as armas que se podia fazer naquele tempo, eis que ainda não haviam inventado nem o torno nem a prensa nem o alicate nem a eletrônica, se bem que esse cara já dominava a tecnologia de comunicação à distância.

E vejam como a História se repete. Alguém inventa e fabrica as armas e sai à procura de países ou povos alhures que estejam em conflito. Escolhe um dos lados e fornece o arsenal e ensina-os a usar. E pra garantir que a parte escolhida como vítima não ceda às ameaças da parte armada com as novas armas e negocie, evitando a guerra, esse inventor-fabricante endurece o coração do faraó.

O cara instruiu Moisés: vai lá e ameaça; e prepara-te para realmente usar a arma, porque ele não vai ceder; eu, com meu sistema de manipulação de narrativas e indução de opiniões, endurecerei o coração do faraó (Êxodo, cap. 7, versículo 3).

Enfim, a história de fazer guerra teleguiada.

Mas claro que quem projeta um avião de 100 milhões de dólares — imagina a perfeição que deve ser uma máquina de 100 milhões de dólares! — quer ver seu brinquedo em ação.

(esse é o preço dos nossos gripen suecos, R$24 bilhões por 36 aviões)

Imagina a merreca que são nossos gripen suecos perto lá dos caças e bombardeiros estadunidenses e russos!

Bom, agora deixo a você, leitore, com sua fértil imaginação e poder de dedução, identificar nessa querela entre Rússia e Ucrânia, quem é Deus, quem é Moisés e quem é o Faraó.

 

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