Quem disse que a História não se repete? Houve um tempo em que o Egito dos faraós foi a nação mais poderosa da Terra. Sendo assim, os pobres do entorno queriam a grana e o estilo de vida egípcio. A patuleia que vivia ali onde é hoje a Palestina, o Líbano, a Síria, a Turquia baixou em peso no Egito, para trabalhar e ganhar a vida. Era empregada nos trabalhos mais insalubres, pesados e degradantes, mas, ao final da semana, recebiam em dólares egípcios e esqueciam todas as dores.
Após muitas décadas de sofrimento, surgiu entre os
explorados um líder poderoso chamado Moisés. Só que o Moisés não era um líder
comum e carismático falador-atrevido. Aliás, o Moisés nem sabia falar em
público (...“Eu não sei falar com facilidade;” – Êxodo, cap.6, versículo 30).
Moisés nada mais era do que um teleguiado. Moisés era representante de uma
potência estrangeira-alienígena fabricante de armas.
Esse cara estrangeiro fabricava armas muito poderosas e
queria testá-las na vida real, sobre a cabeça de viventes comuns. Porque a vida
é assim. Quando alguém cria ou inventa ou aperfeiçoa uma máquina qualquer, esse
alguém quer ver sua máquina funcionando.
Aí esse inventor poderoso, mas solitário e misantropo,
tomou coragem e apareceu para o Moisés com a seguinte conversa: vocês querem se
libertar desses sacanas imperialistas, não querem? Moisés respondeu que sim. Aí
o mafioso e arredio fabricante de armas continuou: então vai lá e o ameaça;
qualquer coisa eu garanto.
E de fato foi isso que aconteceu, conhecido como as 7
pragas do Egito, que na verdade foram 10. O faraó não cedeu na negociação, Moisés
transformou a água em sangue; o faraó continuou impassível, Moisés infestou de
rãs todo o país... enfim, teve infestação de mosquitos, de moscas, de
gafanhotos, teve epidemia de peste, de úlceras, o misantropo era tão criativo
que inventou uma arma que fazia o dia virar noite e outra que fazia chover, mas
não qualquer chuva: chuva de pedras.
Bem, essas eram as armas que se podia fazer naquele tempo,
eis que ainda não haviam inventado nem o torno nem a prensa nem o alicate nem a
eletrônica, se bem que esse cara já dominava a tecnologia de comunicação à
distância.
E vejam como a História se repete. Alguém inventa e fabrica
as armas e sai à procura de países ou povos alhures que estejam em conflito.
Escolhe um dos lados e fornece o arsenal e ensina-os a usar. E pra garantir que
a parte escolhida como vítima não ceda às ameaças da parte armada com as novas
armas e negocie, evitando a guerra, esse inventor-fabricante endurece o coração
do faraó.
O cara instruiu Moisés: vai lá e ameaça; e prepara-te para
realmente usar a arma, porque ele não vai ceder; eu, com meu sistema de
manipulação de narrativas e indução de opiniões, endurecerei o coração do faraó
(Êxodo, cap. 7, versículo 3).
Enfim, a história de fazer guerra teleguiada.
Mas claro que quem projeta um avião de 100 milhões de
dólares — imagina a perfeição que deve ser uma máquina de 100 milhões de
dólares! — quer ver seu brinquedo em ação.
(esse é o preço dos nossos gripen suecos, R$24 bilhões por
36 aviões)
Imagina a merreca que são nossos gripen suecos perto lá dos
caças e bombardeiros estadunidenses e russos!
Bom, agora deixo a você, leitore, com sua fértil imaginação
e poder de dedução, identificar nessa querela entre Rússia e Ucrânia, quem é
Deus, quem é Moisés e quem é o Faraó.
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