sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Bolsonaristas se retiram

 

NOTÍCIA BOA! Os disciplinados e persistentes 3ozo4aris1as acampados no Ibirapuera bateram em retirada. Sim, levantaram acampamento. Estavam há mais de 3 anos com suas barracas e faixas lá no bosque de eucaliptos que fica atrás da Assembleia Legislativa. Acho que cansaram.

É incrível a capacidade que o poder tem de motivar as pessoas. Mais ainda, a perspectiva de poder. Acho que tomaram conta do pedaço assim que o 3ozo foi eleito. E já foram logo querendo tirar o Dória do poder. Queriam o impeachment do Dória.

Sim, a bronca deles não era com o PT ou o Lula, era com o Dória. Por isso, acho que eram teleguiados da polícia militar. É que os policiais militares têm uma questão sindical com o governador. É com o governador que eles negociam questões internas, incluída uma discreta pauta sindical.

Eu dizia que as pessoas ficam todas diligentes, cheias de iniciativas, ante a perspectiva de poder. Os cabos eleitorais, quero dizer. O poder significa bons negócios e empregos. Inversamente, ficam apáticos, quando seu candidato parece que vai perder. Antecipam a busca da sobrevivência em outra freguesia.

Ali no acampamento dos eucaliptos dos fundos da Assembleia Legislativa deve ter baixado o desânimo, diante da perspectiva de derrota de seu candidato. Isto no nível federal; no estadual, não tem mais sentido combater o Dória, quarto ou quinto lugar nas pesquisas e desmoralizado dentro de seu próprio partido.

Eles não nomeavam PT e Lula. Os 3ozo4aris1as encontraram uma fórmula mais simples e eficaz de combater esses dois: eram contra o comunismo e diziam que “nossa bandeira jamais será vermelha”. Soluções simplórias para simplórios. Claro, eram contra a “vachina” e queriam “endireitar” o país.

No começo, havia cerca de 5 barracas e muitas faixas. Quem passava de carro no trecho final da Abílio Soares, para entrar na Pedro Álvares Cabral, via, à esquerda, um escarcéu de faixas amarradas nos eucaliptos, além das vistosas barracas.

Acho que alguns tremiam de medo e outros tremiam de entusiasmo, diante daquele impressionante visual. Mas quem passava a pé ou de bicicleta, como eu, via que era tudo encenação. Tomando conta daquela parafernália, víamos um ou dois paus-mandados.

Nos últimos tempos sobrou apenas a barraca maior. Havia até um carro estacionado ao lado dela, debaixo de um toldo à guisa de garagem. Mas assim que seu ocupante resolveu seu problema de moradia, deu no pé. Sim, acho que ele juntou ali dois problemas: o seu, pessoal, de moradia e o ideológico.

Mas o povo é maldoso e não perdoa. Fui ao google maps para ver o nome das ruas adjacentes e olha o que tascaram lá: “Acampamento do gado”. Simples assim, como se fosse apenas mais uma das centenas de inocentes atrações turísticas da cidade.

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