NOTÍCIA BOA! Os disciplinados e persistentes 3ozo4aris1as acampados
no Ibirapuera bateram em retirada. Sim, levantaram acampamento. Estavam há mais
de 3 anos com suas barracas e faixas lá no bosque de eucaliptos que fica atrás
da Assembleia Legislativa. Acho que cansaram.
É incrível a capacidade que o poder tem de motivar as
pessoas. Mais ainda, a perspectiva de poder. Acho que tomaram conta do pedaço
assim que o 3ozo foi eleito. E já foram logo querendo tirar o Dória do poder.
Queriam o impeachment do Dória.
Sim, a bronca deles não era com o PT ou o Lula, era com o
Dória. Por isso, acho que eram teleguiados da polícia militar. É que os
policiais militares têm uma questão sindical com o governador. É com o
governador que eles negociam questões internas, incluída uma discreta pauta sindical.
Eu dizia que as pessoas ficam todas diligentes, cheias de
iniciativas, ante a perspectiva de poder. Os cabos eleitorais, quero dizer. O
poder significa bons negócios e empregos. Inversamente, ficam apáticos, quando
seu candidato parece que vai perder. Antecipam a busca da sobrevivência em
outra freguesia.
Ali no acampamento dos eucaliptos dos fundos da Assembleia
Legislativa deve ter baixado o desânimo, diante da perspectiva de derrota de
seu candidato. Isto no nível federal; no estadual, não tem mais sentido
combater o Dória, quarto ou quinto lugar nas pesquisas e desmoralizado dentro de
seu próprio partido.
Eles não nomeavam PT e Lula. Os 3ozo4aris1as encontraram
uma fórmula mais simples e eficaz de combater esses dois: eram contra o
comunismo e diziam que “nossa bandeira jamais será vermelha”. Soluções
simplórias para simplórios. Claro, eram contra a “vachina” e queriam “endireitar”
o país.
No começo, havia cerca de 5 barracas e muitas faixas. Quem
passava de carro no trecho final da Abílio Soares, para entrar na Pedro Álvares
Cabral, via, à esquerda, um escarcéu de faixas amarradas nos eucaliptos, além
das vistosas barracas.
Acho que alguns tremiam de medo e outros tremiam de
entusiasmo, diante daquele impressionante visual. Mas quem passava a pé ou de
bicicleta, como eu, via que era tudo encenação. Tomando conta daquela parafernália,
víamos um ou dois paus-mandados.
Nos últimos tempos sobrou apenas a barraca maior. Havia até
um carro estacionado ao lado dela, debaixo de um toldo à guisa de garagem. Mas
assim que seu ocupante resolveu seu problema de moradia, deu no pé. Sim, acho
que ele juntou ali dois problemas: o seu, pessoal, de moradia e o ideológico.
Mas o povo é maldoso e não perdoa. Fui ao google maps para
ver o nome das ruas adjacentes e olha o que tascaram lá: “Acampamento do gado”.
Simples assim, como se fosse apenas mais uma das centenas de inocentes atrações
turísticas da cidade.
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